Obra inacabada de Da Vinci é destaque em mostra comemorativa

Conhecido por sua genialidade em diversas áreas, sem dúvidas, Leonardo Da Vinci é um dos maiores nomes da história arte. Para homenagear o artista em seu 500º aniversário de morte, o Museu do Vaticano emprestou a obra, São Jerônimo no Deserto, para uma exposição comemorativa no Metropolitan Museum of Art (MET), em Nova York. A mostra ficará aberta à visitação até o dia 6 de outubro.

São Jerónimo no deserto (Leonardo da Vinci)

Com curadoria de Carmem Bambach, a estudiosa do pintor garante que há impressões digitais dele na obra. “Leonardo usou o dedo para distribuir os pigmentos e criar um efeito de foco suave no céu e na paisagem”, afirma, em entrevista ao site “Artnet”.

Além disso, o MET reservou uma de suas galerias para expor a obra. “O conceito era criar um santuário semelhante a uma capela para aumentar a profunda dimensão contemplativa da pintura que o próprio Leonardo pretendia”, explica Carmem.

Da Vinci deixou digitais em quadro inacabado, diz curadora de exposição (Foto: Divulgação)

Amor pelos animais

Em sua última biografia, publicada pelo jornalista norte-americano Walter Isaacson, Da Vinci é retratado como um amante dos animais. Para escrever o livro, biógrafo estudou as anotações e as obras do pintor italiano.

De acordo com a pesquisa, o artista comprava animais em cativeiro para libertá-los. Além disso, Da Vinci frequentemente comentava como os sentidos animais eram mais poderosos, rápidos, fortes e eficazes, com capacidades extraordinárias como o poder de voar.