MASP traz exposição de Tarsila do Amaral em abril

O ano de 2019 será das mulheres, pelo menos no que depender do MASP. Com o tema equatorial que gira em torno de artistas mulheres e narrativas feministas, o museu anunciou como grande destaque a exposição Tarsila Popular, com abertura no dia 5 de abril.

 O museu repete a fórmula dos últimos três anos de manter um tema macro que dará tom a toda à programação, incluindo mostras de grandes artistas como Lina Bo Bardi, que assinou o projeto do prédio do museu e Ana Bella Geiger, nome relevante na arte contemporânea brasileira.

Tarsila Popular contará com 120 obras da pintura modernista e trará novas leituras da produção da artista. O foco são os personagens que retratam contextos políticos e sociais da época. A curadoria é do diretor artístico do museu Adriano Pedrosa e de Fernando Oliva.

Segundo o MASP, a exposição não ignora os aspectos modernistas canônicos e formais da obra de Tarsila, mas busca enfatizar seus personagens, temas e narrativas, especialmente em relação a questões sociais, políticas, raciais e de classe, bem como chamar atenção para as aproximações com a arte popular.

Em uma programação que enfatiza o modernismo, também está prevista uma mostra coletiva internacional “Histórias das Mulheres, Histórias Feministas”, dividida entre artistas dos séculos 16 ao 19.

 Tarsila: cores na infância

Tarsila disse que foi em Minas que ela viu as cores que gostava desde sua infância, mas que seus mestres diziam que eram caipiras e ela não devia usar em seus quadros.‘Encontrei em Minas as cores que adorava em criança. Ensinaram-me depois que eram feias e caipiras. Mas depois vinguei-me da opressão, passando-as para as minhas telas: o azul puríssimo, rosa violáceo, amarelo vivo, verde cantante, …’

Tarsila do Amaral, Antropofagia, 1929 (Divulgação/Divulgação)

E essas cores tornaram-se uma das marcas da sua obra, assim como a temática brasileira, com as paisagens rurais e urbanas do nosso país, além da nossa fauna, flora, folclore e do nosso povo. Ela dizia que queria ser a pintora do Brasil.

Além do tema e das cores, Tarsila trouxe a técnica do cubismo aprendida em Paris para os seus trabalhos. Esta fase da sua obra é chamada de Pau Brasil, e temos quadros maravilhosos como ‘Carnaval em Madureira’, ‘Morro da Favela’, ‘O Mamoeiro’, ‘O Pescador’, dentre outros.

Ainda desta viagem a artista fez uma das suas melhores séries de desenhos. Em 1926, Tarsila fez sua primeira exposição individual em Paris.

(Fonte: www.tarsiladoamaral.com.br)


Programação: calendário MASP 2019

Março a maio – Djanira: a memória de seu povo

Abril a julho – Tarsila Popular

Abril a julho – Lina Bo Bardi: Habitat

Novembro a março de 2020 – Anna Bella Geiger

Dezembro a março de 2020 – Leonor Antunes

Dezembro a março de 2020 – Gego

 Serviço

Tarsila Popular
Quando: 5 de abril a 28 de julho de 2019 | terça a domingo, das 10h às 18h e quinta, das 10h às 20h

Onde: Museu de Arte de São Paulo (Masp) | Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista