Maior Bienal de São Paulo das últimas décadas traz obras do mundo todo

Começa nesta sexta-feira (7), a 33ª Bienal de São Paulo, denominada “Afinidades afetivas”. Neste ano, a maior instalação dos últimos tempos vai privilegiar a experiência individual do público, em um modelo alternativo ao de temática única.

Serão doze projetos individuais selecionados pelo curador-geral Gabriel Pérez-Barreiro e mais sete mostras coletivas organizadas por artistas-curadores convidados: Alejandro Cesarco (Uruguai/EUA, 1975), Antonio Ballester Moreno (Espanha, 1977), Claudia Fontes (Argentina, 1964), Mamma Andersson (Suécia, 1962), Sofia Borges (Brasil, 1984), Waltercio Caldas (Brasil, 1946) e Wura-Natasha Ogunji (EUA/Nigéria, 1970).

O título escolhido Pérez-Barreiro remete ao romance de mesmo nome de Johann Wolfgang s (1809) e à tese “Da natureza afetiva da forma na obra de arte” (1949), de Mário Pedrosa. Não é a pretensão direcionar tematicamente a exposição, mas o nome caracteriza sua organização a partir de afinidades artísticas e culturais entre os envolvidos.

Assim como os projetos individuais não configuram juntos uma exposição coletiva no sentido tradicional e não são ligados por qualquer estrutura narrativa ou temática, as propostas dos artistas-curadores são completamente independentes umas das outras. “Os sete artistas-curadores têm trabalhado com total autonomia na concepção de suas mostras, tanto em relação uns aos outros quanto à curadoria geral. As únicas limitações impostas a eles foram de ordem prática, relativas a orçamento e ao uso do Pavilhão da Bienal”, explica Pérez-Barreiro.

Como premissas dessa edição estão “presença e atenção” em reação a um mundo de verdades prontas, no qual a fragmentação da informação e a dificuldade de concentração levam à alienação e à passividade.

Confira aqui toda a agenda da Bienal de São Paulo, em cartaz até 9 de dezembro, com entrada gratuita.

Antonio Ballester Moreno montando a exposição sentido/comum - Foto: Pedro Ivo Trasferetti / Fundação Bienal de São Paulo
Antonio Ballester Moreno montando a exposição sentido/comum – Foto: Pedro Ivo Trasferetti / Fundação Bienal de São Paulo
Obra de Güneş Terkol durante itinerância da 32ª Bienal no MAMBO, Colômbia, 2017 ©Ignacio Umana/MAMBO
Obra de Güneş Terkol durante itinerância da 32ª Bienal no MAMBO, Colômbia, 2017 ©Ignacio Umana/MAMBO

Serviço:
33ª Bienal de São Paulo
Quando:
De 7/9 a 9/12 (fechado às segundas-feiras)
Onde: Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera
Entrada gratuita