Clima e arte podem, sim, andar juntos

Quem passar pela Tate Modern de Londres até 21 de dezembro vai notar 24 blocos de gelo posicionados na frente do museu – isto é, se não derreterem antes desse período. Essa intervenção é a obra Ice Watch London, do artista dinamarquês Olafur Eliasson. O intuito é sensibilizar a população sobre o impacto das mudanças climáticas.

Exposição feita na ocasião da 24ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP24) e com a colaboração do geólogo groenlandês Minik Rosing, os blocos foi retirado de fiordes na Groenlândia, depois que se soltaram do manto de gelo da ilha.

Ice Watch London: obra do artista dinamarquês Olafur Eliasson – Foto: Reprodução

Ao The Guardian, Eliasson contou que a obra tem como base seus estudos sobre psicologia comportamental. Por isso, o público pode – e é convidado – a interagir com os blocos de gelo, que carregam água pura, já que foram formados muito antes da poluição começar a afetar os mais diversos pontos da terra.

A trajetória desses blocos de gelo é simbólica, pois, no seu ambiente natural, eles derretem – por causa das mudanças climáticas – e são responsáveis por aumentar o nível dos oceanos.

A intenção é que as pessoas compreendam os riscos que estão ligados ao aquecimento global, e que, ao ter contato real com os blocos de gelo em processo de derretimento, possam entender a necessidade e urgência das ações ambientais para barrar esse processo.

O artista é conhecido por promover instalações de grande impacto, e principalmente por abordar frequentemente a temática do meio ambiente.

A camada de gelo groenlandesa perde 10 mil blocos de gelo semelhantes por segundo ao longo do ano.